A hora e a vez de reeleger Ricardo Ferraço governador
“A disciplina fiscal e a imensa capacidade de reação do Espírito Santo mostram ao país que é possível e muito importante que um estado faça mais com menos.” Armínio Fraga.
Nos últimos sete anos, sob a coordenação do então governador Renato Casagrande, atual candidato ao Senado pelo Espírito Santo, o Estado construiu uma ampla unidade política para enfrentar seus desafios. Partidos dos mais diversos espectros ideológicos fizeram parte de um processo de recuperação de um estado até então dividido e que enfrentava dificuldades na gestão das contas públicas.
A criação do Fundo Soberano e a construção de uma política fiscal sólida, acompanhada de desenvolvimento social, marcam esse período de gestão compartilhado por Renato Casagrande e pelo atual governador, Ricardo Ferraço.
Acompanhamos a realização de diversos concursos públicos para as forças de segurança, seu reequipamento e a celebração de acordos de valorização salarial. Outras categorias também receberam atenção, com importantes avanços remuneratórios, como ocorreu na educação.
Vimos o Estado desenvolver o maior programa de qualificação profissional de sua história, formando cerca de um milhão de pessoas; ampliar a oferta de escolas em tempo integral; investir na construção de grandes hospitais; executar grandes obras de infraestrutura e mobilidade; e retomar o sistema aquaviário.
O Espírito Santo transformou-se em um verdadeiro canteiro de obras. Esses e tantos outros investimentos fizeram do Estado um celeiro de oportunidades e motivo de orgulho para os capixabas.
Também merecem destaque os investimentos expressivos no agronegócio, investimentos vultuosos no Programa Caminhos do Campo, a atenção dedicada ao interior e a capacidade de articulação política com prefeitos de diferentes municípios e partidos. A implementação do Fundo Cidades, que agiliza a transferência de recursos financeiros aos municípios e reduz a burocracia, representa outro importante avanço desse período.
A política fiscal adotada fez do Espírito Santo um dos estados mais constantes na obtenção da classificação A+ na avaliação do Tesouro Nacional. Estima-se que, entre 2019 e 2025, os investimentos estaduais tenham alcançado aproximadamente R$ 20 bilhões.
Liderança nacional em responsabilidade fiscal e investimentos
Em termos proporcionais e de capacidade fiscal, o Espírito Santo ocupa posição de liderança nacional, sendo apontado como o único estado do país capaz de destinar aproximadamente 20% de sua receita líquida exclusivamente a investimentos públicos, incluindo obras, infraestrutura e melhorias estruturais.
Dados da Secretaria do Tesouro Nacional e relatórios econômicos apontam que o Espírito Santo se destaca nacionalmente por reunir três fatores:
- Maior poupança corrente do país: o Estado gasta menos do que arrecada com a manutenção da máquina pública, garantindo maior disponibilidade de recursos próprios para investimentos. A poupança corrente alcança 21,1% de sua Receita Corrente Líquida.
- Menor endividamento do Brasil: o Espírito Santo apresenta dívida líquida negativa, o que significa que os recursos disponíveis em caixa superam o total de suas dívidas de longo prazo.
- Liderança em solidez fiscal: o Estado alcançou consecutivamente o primeiro lugar em Solidez Fiscal no Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP).
Planejamento estratégico, Reforma Tributária e desenvolvimento econômico
Organizado, com visão estratégica e planejamento de longo prazo, o Espírito Santo também se prepara para os impactos da Reforma Tributária, especialmente relevantes para estados de menor população.
Diante desse cenário, o governo projetou o futuro e vem desenvolvendo políticas e projetos destinados a mitigar esses efeitos. Entre eles, destaca-se o forte apoio ao turismo como arranjo econômico de desenvolvimento, iniciativa que, nessa dimensão, nunca havia sido implementada na história do Espírito Santo.
Falamos ainda de aproximadamente R$ 90 bilhões em investimentos privados no Estado, de 2019 a 2025. Somados aos outros investimentos estatais, os valores alcançariam R$ 137 bilhões, um recorde histórico, de acordo com o Instituto Jones dos Santos Neves.
Na atração de novos negócios, o Espírito Santo também se destacou ao longo desses anos, tendo como um dos principais marcos a chegada da montadora chinesa GWM (Great Wall Motor), que instalará sua segunda fábrica brasileira em Aracruz, com capacidade para produzir até 200 mil veículos por ano e gerar aproximadamente 10 mil empregos diretos e indiretos. O empreendimento integra o plano de investimentos de R$ 10 bilhões da companhia no Brasil até 2032, com inauguração prevista para 2029. A instalação da fábrica é resultado de um processo de articulação institucional e internacional que contou com a participação direta do governador Ricardo Ferraço, incluindo reuniões com executivos da montadora no Brasil e na China. O Estado registra uma taxa de desemprego de 2,3%, apontada como a terceira menor do Brasil, a menor da Região Sudeste e a mais baixa de sua história desde o início da série de medições do IBGE, em 2012.
Outro destaque são os investimentos no setor portuária e em especial a criação da Zona de Processamento de Exportação de Aracruz (ZPE) e do hub logístico regional Parklog ES, concebido para funcionar como um modelo de integração logística do norte capixaba, fortalecendo o potencial estratégico do Estado nesse setor.
Ricardo Ferraço e a continuidade do projeto de desenvolvimento
Mas o que a reeleição do grupo político, agora liderado pelo governador Ricardo Ferraço, tem a ver com todo esse histórico?
A resposta é: tudo a ver.
São anos de construção de políticas públicas de alto nível, sustentadas pelo diálogo com diferentes setores da sociedade civil, com o mercado e com a classe política. A condução desse processo revolucionou e transformou o Espírito Santo em uma potência nacional.
E existem riscos para a continuidade desse projeto?
O principal concorrente do governador Ricardo Ferraço isolou-se politicamente por escolha própria na capital, Vitória, e não demonstra reunir, neste momento, as qualidades necessárias para a construção de um amplo grupo de coalizão e governança, além, é claro, de ter ao seu lado um grupo técnico qualificado para a manutenção das conquistas aqui descritas.
Além disso, pesam sobre a gestão do concorrente de Ricardo Ferraço a piora de importantes indicadores econômicos da capital, como a perda de aproximadamente R$ 100 milhões em repasses de ICMS e a redução da capacidade de investimento público, fatos esses que seriam resultado da incapacidade da cidade de desenvolver um projeto econômico robusto, capaz de atrair novos negócios.
Ao mesmo tempo, Vitória acompanha pelo retrovisor a ascensão econômica de municípios como Cariacica, Serra e Viana. Este último, com 73 mil habitantes, superou a capital em investimento per capita, consagrando-se, inclusive, como a cidade com o maior investimento per capita da Grande Vitória em índice recente. Saliente-se que os prefeitos dessas cidades são apoiadores e atores principais do projeto de reeleição do governador Ricardo Ferraço.
Não podemos repetir ou reproduzir a experiência de Vitória na administração estadual. Lamentavelmente, os resultados econômicos da capital não apresentam avanços; ao contrário, demonstram retrocessos. Não podemos repetir a política de isolamento em nível estadual, pois seria catastrófico.
Os próximos quatro anos e o futuro do Espírito Santo
Sabemos que o estado tem desafios, tarefas a cumprir, no entanto, o retrato do momento e o histórico dos atores políticos nesta eleição, indica sem sombras de dúvidas que o mais preparado a superá-los é Ricardo. A permanência de Ricardo Ferraço no Palácio Anchieta por mais quatro anos é condição singular e decisiva para a manutenção e a continuidade do desenvolvimento econômico do Espírito Santo e da política de diálogo exercida com muito sucesso até aqui.
Ricardo possui uma longa trajetória política, experiência administrativa e formação técnico-política. Mantém diálogo com o empresariado, ampla interlocução social e capacidade de articulação com diferentes forças políticas.
Ricardo Ferraço é o nome capaz de manter e consolidar a ampla estrutura de governança construída ao longo dos últimos anos, assegurando a continuidade das políticas públicas e dos projetos estratégicos em andamento.
O Espírito Santo não pode ser vítima do amadorismo nem de retrocessos. Já vivenciamos experiências dessa natureza no passado, e seus resultados não foram positivos.
Colunista: Francisco de Assis Sizino

Administrador. Especialista em Gestão Pública pela Unicamp-SP. MBA em Marketing pela USP-SP. Pós Graduando em Economia, Banking e Investimentos – USP. Foi professor dos cursos da área de Gestão de Negócios da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do ES – SECTI. Sócio da empresa Leme Estrategia e Marketing. Secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo em Viana-ES.
