Chá da Convivência reúne idosos e fortalece laços comunitários em Andorinhas e Santa Martha

Chá da Convivência reúne idosos e fortalece laços comunitários em Andorinhas e Santa Martha
Chá da Convivência com idosos de Andorinhas e Santa Martha

Uma tarde de conversa, aprendizado, novas amizades e reencontros. Assim foi o Chá da Convivência, organizado em parceria por dois serviços socioassistenciais dos territórios de Andorinhas e Santa Martha. A iniciativa reuniu pessoas idosas e com deficiência acompanhadas pelo Serviço de Proteção Social Básica no Domicílio para Pessoas com Deficiência e Pessoas Idosas (SAD), do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do Território Santa Martha, e participantes das atividades do Centro de Convivência (CC) Andorinhas.

Para Maria de Lourdes Martins Lopes, de 77 anos, o encontro foi uma oportunidade especial de sair da rotina, conhecer pessoas e compartilhar momentos de alegria. Ela mora sozinha e conta que seus momentos de lazer acontecem, principalmente, quando a equipe técnica a acompanha em passeios e atividades. Com mobilidade reduzida, Maria de Lourdes sai pouco de casa e reconhece a importância do apoio recebido.

Carinhosa e atenciosa, é assim que ela descreve a equipe que a acompanha. Segundo a idosa, sua vida mudou desde que as profissionais começaram a visitá-la, há quase dois anos. Ela conta que, depois da separação do marido, há cerca de 14 anos, enfrentou mudanças na vida familiar e passou a precisar de apoio público, inclusive para receber cestas básicas. Com o casamento do filho, passou a morar sozinha e o isolamento social ganhou espaço em sua rotina.

Outra participante animada com a oportunidade de convivência foi Najla Pereira Guimarães, de 70 anos. Para ela, estar junto de outras pessoas representa a chance de deixar temporariamente as preocupações familiares de lado, fazer novas amizades e compartilhar bons momentos. “Essa troca é muito positiva para a mente. As pessoas conversam, riem e se divertem juntas”, destacou.

Marluceia também participou do encontro com alegria e emoção. Ela contou que cada atividade no Centro de Convivência representa uma oportunidade de aprender algo novo e, principalmente, de estar perto das amigas que conquistou no espaço. Entre as mais próximas, citou Neca, Lourdes, Francelina, Marlene e Marli.

Ao falar sobre essas amizades, ela se emocionou ao recordar o período em que vivia praticamente isolada em casa. A mudança começou quando uma amiga a convidou para conhecer o Centro de Convivência. Desde então, nunca mais deixou de frequentar o espaço e construiu uma rede de amizades que permanece presente também fora das atividades. Sobre o tema do encontro, Marluceia brincou que parecia ter sido escolhido especialmente para ela, já que ainda enfrenta dificuldades para manter uma alimentação saudável.

Chá da Convivência com idosos de Andorinhas e Santa Martha
Chá da Convivência com idosos de Andorinhas e Santa Martha.

Convivência e proteção social

A coordenadora do Centro de Convivência Andorinhas, Juliana Costa Freire Bruni, explicou que o Chá da Convivência foi planejado como uma estratégia para aproximar os serviços socioassistenciais, ampliar o conhecimento da população sobre as atividades oferecidas e fortalecer os vínculos entre os moradores.

Segundo ela, o encontro também teve como objetivo identificar famílias que precisam de acompanhamento e proteção social. A programação incluiu orientações sobre alimentação saudável, com foco na promoção da segurança alimentar e nutricional.

A supervisora do SAD, Jhienifer Virginio Barbosa, destacou que a integração entre os serviços é fundamental para ampliar o acesso às políticas públicas e fazer com que o atendimento chegue a quem mais precisa. Ela ressaltou que os próprios moradores, por conhecerem a realidade do território, podem ajudar a identificar vizinhos que enfrentam dificuldades de acesso aos serviços ou situações de isolamento social. “A chegada das equipes aos lares permite identificar demandas que antes ficavam invisíveis e construir respostas integradas para proteger essas pessoas”, explicou.

Jhienifer acrescentou que o trabalho domiciliar vai além da identificação de situações de risco. A atuação também busca reconhecer as potencialidades de cada pessoa e contribuir para a construção de novas redes de apoio social e afetivo.

A gerente de Serviços de Convivência da capital, Cristina Silva, destacou que as atividades realizadas nas 20 unidades do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos são planejadas para fortalecer os laços familiares e comunitários.

Carla Scardua, secretária de Assistência Social de Vitória, reforçou a importância de diversificar as estratégias de atendimento para garantir que pessoas em situação de vulnerabilidade tenham acesso aos serviços públicos. Ela ressaltou que cabe ao município assegurar proteção social e amparo integral em todas as fases da vida, da infância à velhice, reconhecendo a importância do cuidado, da garantia de direitos e do desenvolvimento seguro ao longo de todo o ciclo de vida.

Fonte : Prefeitura de Vitória