Tradição da Família Schunk floresce junto aos 34 anos de Marechal Floriano
Há mais de um século, o amor pelas orquídeas atravessa gerações na família Schunk, simbolizando a dedicação, a beleza e o espírito acolhedor que marcam a história e o aniversário de emancipação política de Marechal Floriano.
A história de Vital Schunk, mais conhecido como Nego Schunk, é marcada por uma herança que floresce há mais de um século. A família Schunk está em Marechal Floriano há 162 anos, mas foi em 1912, que o avô de Nego, Wanderlino Schunk, iniciou o cultivo de orquídeas no Espírito Santo. O que começou como um simples encantamento pelas flores tornou-se uma tradição de família, transmitida de geração em geração com o mesmo cuidado, paciência e amor pela natureza.
Essa paixão herdada não se limitou ao cultivo das plantas, mas transformou-se em um verdadeiro modo de vida. Desde cedo, Nego cresceu cercado pelo perfume e pelas cores das orquídeas, aprendendo com o exemplo dos pais e avós o valor da dedicação e do respeito ao ciclo natural.
Mais do que um hobby, o cultivo das orquídeas representa para Nego um legado familiar e uma jornada pessoal de superação e beleza, que há mais de 45 anos vem cultivando orquídeas e embelezando a pequena cidade de Marechal Floriano, distante 47 km da capital capixaba. Cada flor cultivada é resultado de anos de experiência, de desafios vencidos e da satisfação em ver o fruto de um trabalho paciente florescer.
Hoje, essa inspiração centenária continua viva nas mãos e no coração de Nego Schunk, que transformou a herança do avô em arte, orgulho e símbolo da identidade de Marechal Floriano a verdadeira Cidade das Orquídeas. Hoje com a Lei nº 12.167, de 18 de junho de 2024 o município recebeu o Título de Capital Estadual das Orquídeas, devido à sua abundante natureza e ao cultivo dessas flores. A cidade, localizada na região das Montanhas Capixabas do estado, é reconhecida por suas belezas naturais, com vales, montanhas e cachoeiras, que abrigam diversas espécies de orquídeas.
“Cuidar das orquídeas sempre foi mais do que uma paixão, é parte da minha história, da minha família e da minha identidade. Desde pequeno, eu via meu avô, Wanderlino Schunk, cultivando essas flores com tanto carinho, lá em 1912, e aquilo foi me encantando. Ele me ensinou que cada orquídea tem seu tempo, seu jeito, e que a beleza vem da paciência e do cuidado. Hoje, quando entro no meu orquidário, sinto que continuo o trabalho que ele começou há mais de um século. Guardo com muito orgulho registros e anotações de várias gerações nomes, cruzamentos, flores que marcaram época um verdadeiro tesouro da nossa família. São documentos que mostram o quanto essa paixão atravessou o tempo e como Marechal Floriano cresceu junto com essa tradição. Ao longo dos anos, tive a felicidade de ver meu trabalho reconhecido em mais de cinco revistas, tanto nacionais quanto internacionais, com publicações que saíram até nos Estados Unidos, inscrito em inglês, e na Alemanha, também inscrito em alemão. Ver as minhas orquídeas representando o Espírito Santo e o Brasil lá fora é uma emoção indescritível. Mas o que mais me motiva é saber que esse amor pelas orquídeas continua inspirando outras pessoas. Cada flor que nasce é uma nova história, um novo ciclo que se renova. E enquanto eu puder, vou continuar cuidando delas, preservando essa herança e mostrando que cultivar orquídeas é, acima de tudo, cultivar a vida”, disse emocionado Vital Schunk.


Nego Schunk inaugura o museu “Cantinho dos Velhos Amigos” e convida a comunidade a reviver a história de Marechal Floriano.
Durante a reportagem especial sobre sua trajetória como orquidófilo, Vital Schunk, o querido Nego Schunk, surpreendeu a todos com um anúncio emocionante: a inauguração do seu mais novo projeto, o museu “Cantinho dos Velhos Amigos”.
O espaço, construído com muito cuidado e afeto, fica anexo ao seu orquidário e já se tornou um ponto de visita obrigatória para quem deseja conhecer mais sobre as raízes e memórias de Marechal Floriano. O local reúne objetos antigos, fotografias, ferramentas, documentos e relíquias que ajudam a contar a história do município e das pessoas que contribuíram para o seu desenvolvimento.
Mais do que um acervo, o museu é uma viagem no tempo, guiada pelo próprio Nego, que com entusiasmo compartilha fatos curiosos e lembranças preciosas. Cada canto carrega uma história, e cada peça exposta reflete o olhar sensível de quem vive intensamente o amor pela cidade.
“Eu preparei esse museu com muito carinho, pensando em cada detalhe para que as pessoas possam relembrar o passado e entender como Marechal Floriano cresceu. Aqui estão lembranças de amigos, de tempos antigos, de histórias que merecem ser contadas e preservadas”, contou emocionado o orquidófilo.
Com o museu “Cantinho dos Velhos Amigos”, Nego Schunk reafirma seu papel não apenas como guardião das orquídeas, mas também como guardião da memória florianense, oferecendo à comunidade um espaço de convivência, cultura e afeto onde o passado floresce junto com as orquídeas que tanto ama.
Outros atrativos:
Além das orquídeas, Marechal Floriano também se destaca por sua rica herança cultural, com forte influência de imigrantes alemães e italianos, e por sua vocação para o agroturismo. A cidade oferece paisagens naturais com cachoeiras, sítios e fazendas que recebem visitantes.
Antes da Colonização nosso município era habitado pelos índios Botocudos (Rio Jucu Braço Sul) e Puris Coroados no interior do Município. O Município foi colonizado por alemães, italianos, poloneses, suíços, austríacos, luxemburgueses, franceses, espanhóis, portugueses, açorianos, descendentes de nativos e descendentes de africanos.
Os quais influenciaram diretamente a cultura do município. Traços dessa cultura podem ser percebidos na sua culinária, na dança, na música e na arquitetura presentes na cidade. O município cedo ou tarde, receberam imigrantes de outras etnias também.
Ao aprofundar um pouco mais na história, os leitores irão encontrar uma necessidade antiga de oferecer aos florianenses uma narrativa histórica que recupere o processo de surgimento de Marechal Floriano. Com muito esforço, conseguimos reunir e apresentar os fatos recuperados pelas fontes históricas, dando protagonismo a essa gente trabalhadora e resiliente, que nunca desistiu de sonhar com uma cidade acolhedora, organizada e próspera.
Sobra a nossa história:
E em 22 de outubro de 1861, através do relatório do Coronel e engenheiro Pedro de Alcântara Bellegarde, Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, a Vila passou a denominar-se Vila Nacional do Braço do Sul.
Oficialmente, apesar da existência de fontes nas quais os moradores se referem ao local como sendo Marechal Floriano a partir do ano de 1900 (quando foi inaugurada na vila a Estação Marechal Floriano, na Estrada de Ferro Sul do espírito Santo), essa denominação persistiu até 11 de janeiro de 1964, quando, através da Lei Estadual nº 1.956/64, é criado o distrito de Marechal Floriano, subordinado ao município de Domingos Martins.
O “Dia do sim”, celebrado neste dia (30) de junho, e comemora o fato, de em 1991, Marechal Floriano ter alcançado sua emancipação de Domingos Martins. O movimento surgiu após moradores desejarem mudanças no município que até então era subordinado a Domingos Martins e que não possuía muitas das condições básicas.
Assim, vencida a burocracia, o plebiscito foi marcado para o dia 30 de junho de 1991, iniciando-se a “Campanha pelo Sim”, que, segundo a ata final de apuração, os votos “sim”, pela emancipação, alcançaram o apoio de 3.623 eleitores, enquanto o “não”, dos eleitores contrários à emancipação, somou 288 votos. Ainda se contabilizou 90 votos em branco e 26 nulos, totalizando 4.027 votantes.
Assim, no dia 31 de outubro de 1991, o governador do Estado do Espírito Santo, sancionava a Lei Estadual nº 4.571, acatando o resultado do plebiscito e criando oficialmente o Município de Marechal Floriano.
Mais foi no dia 31 de outubro que é o Dia da Emancipação Política do município de Marechal Floriano. Nesta data, no ano de 1991, o município foi emancipado do município de Domingos Martins.
A data comemora a conquista da autonomia político-administrativa do município. Com a emancipação permitiu que a cidade pudesse se autogerir, tomando suas próprias decisões políticas e administrativas, e impulsionando seu desenvolvimento.
A Emancipação é fator decisivo para alicerçar desenvolvimento econômico e social, através dela é possível promover maior qualidade de vida dos habitantes, com o aprimoramento dos setores de saúde, segurança pública, educação, moradia e até mesmo lazer.
31 de outubro é uma data memorável para Marechal Floriano, pois o município comemora seus 34 anos de Emancipação Política.






Fotos de Cicero Modolo

Profissional de comunicação com atuação em comunicação institucional, política e pública. Formado em Gestão Pública, Administração de Empresas e MBA em Jornalismo Digital e atualmente está se especializando em Pós-Graduação em Direito Público e Legislativo, o que amplia ainda mais sua atuação estratégica na interface entre comunicação, gestão pública e o ambiente jurídico-legislativo. Palestrante nacional (UVB), vencedor do Prêmio INOVES 2022, Comenda do Mérito Legislativo Jairo Maia (2023), Medalha Top Legislativo (2022, 2023, 2024, 2025) e Medalha Mérito em Comunicação Nacional Adriano Mazzarino (2021). Membro vitalício da Academia Florianense de História, Artes e Letras (AFHAL). É filiado à Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Espírito Santo (Sindijornalistas-ES) e à Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), reforçando seu compromisso ético, técnico e institucional com o jornalismo e a comunicação pública de excelência.



“Cuidar das orquídeas sempre foi mais do que uma paixão, é parte da minha história, da minha família e da minha identidade. Desde pequeno, eu via meu avô, Wanderlino Schunk, cultivando essas flores com tanto carinho, lá em 1912, e aquilo foi me encantando. Ele me ensinou que cada orquídea tem seu tempo, seu jeito, e que a beleza vem da paciência e do cuidado. Hoje, quando entro no meu orquidário, sinto que continuo o trabalho que ele começou há mais de um século. Guardo com muito orgulho registros e anotações de várias gerações nomes, cruzamentos, flores que marcaram época um verdadeiro tesouro da nossa família. São documentos que mostram o quanto essa paixão atravessou o tempo e como Marechal Floriano cresceu junto com essa tradição. Ao longo dos anos, tive a felicidade de ver meu trabalho reconhecido em mais de cinco revistas, tanto nacionais quanto internacionais, com publicações que saíram até nos Estados Unidos, inscrito em inglês, e na Alemanha, também inscrito em alemão. Ver as minhas orquídeas representando o Espírito Santo e o Brasil lá fora é uma emoção indescritível. Mas o que mais me motiva é saber que esse amor pelas orquídeas continua inspirando outras pessoas. Cada flor que nasce é uma nova história, um novo ciclo que se renova. E enquanto eu puder, vou continuar cuidando delas, preservando essa herança e mostrando que cultivar orquídeas é, acima de tudo, cultivar a vida”, disse emocionado Vital Schunk.
“Eu preparei esse museu com muito carinho, pensando em cada detalhe para que as pessoas possam relembrar o passado e entender como Marechal Floriano cresceu. Aqui estão lembranças de amigos, de tempos antigos, de histórias que merecem ser contadas e preservadas”, contou emocionado o orquidófilo.